Sem título, set. 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Eternidade
"Eternidade", instalação Gal. Iberê Camargo (Centro Cultural Usina do Gasômetro, Porto Alegre, RS), recortes adesivados em forma de flocos de neve, 2008-09.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
2008 Lilith
Lilith era uma serpente; foi a primeira esposa de Adão...
Ao longo da idade média, a influência da palavra “layil”, que em hebraico quer dizer noite, foi transformado em mito. Lilith deixou de ser uma serpente para ser um espírito noturno.
Jorge Luis Borges e Margarita Guerrero,
“O livro dos Seres Imaginários”.
O século XIX e seu contexto cultural e sociológico, a infância e sua representação, o advento dos Contos de Fadas com Hans Christian Andersen e os Irmãos Grimm e os recursos fotográficos e práticas do meio estão na gênese deste trabalho. As fontes de referência também passam pelo meu universo particular, ou as memórias involuntárias de minha infância: acalantos, contos de fadas, histórias de assombração e monstros.
A crueldade presente nos chamados contos de fadas reflete uma preocupação com a elaboração dos medos e perigos cotidianos a que as crianças pequenas devem enfrentar. Dentre eles, especialmente a questão da morte é tratada de diferentes formas: elas são engolidas pelo lobo, são levadas para morrer de fome na floresta, mandadas matar pela madrasta malvada, colocadas numa jaula para engordar e virar comida da bruxa. Espertas, as personagens infantis, como a de
Chapeuzinho Vermelho ou João e Maria, por exemplo, conseguem se sair bem destes
testes trágicos.
Hoje, no entanto, quando lemos o jornal ou mesmo navegamos pela internet, há histórias de crianças pequenas, que enfrentam perigos que vem de dentro de sua própria família, ou melhor, de sua mãe ou madrasta, sem terem um final feliz. Algumas enterram seus filhos vivos, outras os atiram na lagoa, os abandonam em caixas de papelão, em coletores de lixo, os trancam em porta-malas ou os deixam sozinhos em casa para morrer.
Diante da complexidade dos sentimentos e dos atos que permeiam a relação mãe-filho, me pergunto que dualidade é esta que encontramos em nosso âmago: homem e animal, mãe e assassina. A apropriação e a re-significação destas imagens, a ambigüidade inerente a imagem do sono/morte (”memento mori”), a transformação da fotografia documental em fotografia ficcional, de positivo para negativo, de meio como fim, de analógico em virtual e em analógico novamente, procuram levantar questões presentes em meu trabalho fotográfico atual.
Andréa Brächer
Ao longo da idade média, a influência da palavra “layil”, que em hebraico quer dizer noite, foi transformado em mito. Lilith deixou de ser uma serpente para ser um espírito noturno.
Jorge Luis Borges e Margarita Guerrero,
“O livro dos Seres Imaginários”.
O século XIX e seu contexto cultural e sociológico, a infância e sua representação, o advento dos Contos de Fadas com Hans Christian Andersen e os Irmãos Grimm e os recursos fotográficos e práticas do meio estão na gênese deste trabalho. As fontes de referência também passam pelo meu universo particular, ou as memórias involuntárias de minha infância: acalantos, contos de fadas, histórias de assombração e monstros.
A crueldade presente nos chamados contos de fadas reflete uma preocupação com a elaboração dos medos e perigos cotidianos a que as crianças pequenas devem enfrentar. Dentre eles, especialmente a questão da morte é tratada de diferentes formas: elas são engolidas pelo lobo, são levadas para morrer de fome na floresta, mandadas matar pela madrasta malvada, colocadas numa jaula para engordar e virar comida da bruxa. Espertas, as personagens infantis, como a de
Chapeuzinho Vermelho ou João e Maria, por exemplo, conseguem se sair bem destes
testes trágicos.
Hoje, no entanto, quando lemos o jornal ou mesmo navegamos pela internet, há histórias de crianças pequenas, que enfrentam perigos que vem de dentro de sua própria família, ou melhor, de sua mãe ou madrasta, sem terem um final feliz. Algumas enterram seus filhos vivos, outras os atiram na lagoa, os abandonam em caixas de papelão, em coletores de lixo, os trancam em porta-malas ou os deixam sozinhos em casa para morrer.
Diante da complexidade dos sentimentos e dos atos que permeiam a relação mãe-filho, me pergunto que dualidade é esta que encontramos em nosso âmago: homem e animal, mãe e assassina. A apropriação e a re-significação destas imagens, a ambigüidade inerente a imagem do sono/morte (”memento mori”), a transformação da fotografia documental em fotografia ficcional, de positivo para negativo, de meio como fim, de analógico em virtual e em analógico novamente, procuram levantar questões presentes em meu trabalho fotográfico atual.
Andréa Brächer
Em exposição na Galeria Iberê Camargo na Usina do Gasômetro, Porto Alegre/RS a partir do dia 04/12/2008.
Vista Galeria Iberê Camargo
Impressão plotter sobre vegetal,
2008
Sem título - Série LilithImpressão plotter sobre vegetal,
2008
Sem título - Série LilithImpressão plotter sobre vegetal,
2008
Sem título - Série LilithImpressão plotter sobre vegetal,
2008
Sem título - Série LilithImpressão plotter sobre vegetal,
2008
Sem título - Série LilithImpressão plotter sobre vegetal,
2008
Sem título - Série LilithImpressão plotter sobre vegetal,
2008
Sem título - Série LilithImpressão plotter sobre vegetal,
2008
Sem título - Série LilithImpressão plotter sobre vegetal,
2008
Sem título - Série LilithImpressão plotter sobre vegetal,
2008
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
1999 Abstraehere
As fotografias de Andréa Brächer sugerem a viagem ao âmago das coisas. Um tipo de viagem que poucos ousam enfrentar. No entanto, é nesse caminho que podemos nos conhecer melhor, que podemos descobrir potenciais maravilhosos contidos, camuflados, ou preservados. Em nós mesmos e nas coisas.
Mergulhado nesse mundo interior de águas, de sombras, de folhas, de texturas em areia e pedra, como que introspecção, o que não deixa de se ruma forma especial de abstração. Andréa nos conduz ao emaranhado gráfico com que a natureza desenha e tece visualmente a sua composição mágica. O mundo da fotografia é o mundo da luz. Andréa revela sua expressão por meio da observação curiosa e investigativa nos efeitos luminosos dos reflexos e das sombras. Nos reflexos, está o encanto. Nas sombras, o mistério. Algumas de suas fotografias nos evocam, pela água, pelos reflexos e pelos nenúfares, Claude Monet em Giverny.
Joaquim da Fonseca


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1999 Abstrahere
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
2004 Ilex Matetype
Durante o século XIX, especialmente depois de 1839 (data do anúncio oficial da invenção da fotografia na França), vários processos fotográficos foram desenvolvidos, surgindo variações nos suportes e chapas de metal, vidro, papel, no emulsionamento e no processamento. A esses processo, hoje damos o nome de históricos, antigos ou alternativos.
Os trabalhos apresentados nesta exposição foram produzidos a partir de uma pesquisa desenvolvida sobre processos fotográficos, durante o ano de 2003 (apoiada pela Pró-Reitoria de pesquisas da ULBRA Canoas). Sua origens são os Anthotypes (da palavra grega Antho, flor), cuja base para as emulsões eram flores coloridas, frutas silvestres ou pigmentos de plantas.
Esse processo fotográfico, originalmente desenvolvido por John Herschel no início do ano de 1840, se baseia na fotossensibilidade dessas emulsões.
Embora bastante simples, a exposição ao sol -fonte de raios U.V.- é demorada e de difícil controle, podendo estender-se de horas a dias ou semanas, mesmo em pleno verão. No emulsionamento dos suporte -papéis para aquarela-, foi usada uma emulsão de erva-mate (Ilex Mate), o que originou Matetypes com tonalidades dentre o verde, o amarelo e o marrom. As graduações de tom variam conforme a graduação de cinzas do negativo preto-e-branco original e o clareamento causado pelo sol na emulsão. Todas as imagens forma produzidas no verão, conforme recomendação feita por John Herschel há mais de 160 anos.
Shadows #4
Phytotype de erva-mate sobre papel para aquarela, 17 x 25cm
Phytotype de erva-mate sobre papel para aquarela, 17 x 25cm
Phytotype de erva-mate sobre papel para aquarela, 17 x 25cm
Phytotype de erva-mate sobre papel para aquarela, 17 x 25cm
Jardim Secreto #6 Phytotype de erva-mate sobre papel para aquarela, 17 x 25cm
Phytotype de erva-mate sobre papel para aquarela, 25 x 17cm
Phytotype de erva-mate sobre papel para aquarela, 25 x 17cm
Phytotype de erva-mate sobre papel para aquarela, 17 x 17cm
Phytotype de erva-mate sobre papel para aquarela, 25 x 17cm
Jardim Secreto #1
Phytotype de erva-mate sobre papel para aquarela, 17 x 17cm
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2004 Ilex Matetype
2005 Benedictus
gravura de medalinha em relevo,
benção com água benta e oração ao Anjo da Guarda.
¼ de placa de daguerreótipo (aprox. 8 x 11cm) , 2005.
Bentinho realizado com fotografia (goma bicromatada),
gravura de medalinha em relevo,
benção com água benta e oração ao Anjo da Guarda.
¼ de placa de daguerreótipo (aprox. 8 x 11cm) , 2005.
Bentinho realizado com fotografia (goma bicromatada),
gravura de medalinha em relevo,
benção com água benta e oração ao Anjo da Guarda.
¼ de placa de daguerreótipo (aprox. 8 x 11cm) , 2005.
Bentinho realizado com fotografia (goma bicromatada),
gravura de medalinha em relevo,
benção com água benta e oração ao Anjo da Guarda.
¼ de placa de daguerreótipo (aprox. 8 x 11cm) , 2005.
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